Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

Texto: avós

 

      Estava a caminhar em direção à casa dos meus avós. Decidi que essa manhã seria, exclusivamente, dedicada a mim e a eles. Não existem muitas casas pelo caminho onde, normalmente, vou e são raras as pessoas que se encontram por tal lugar.

      Respirei todo aquele ar puro que me ajudou a embelezar a alma, juntamente com a música que ia ouvindo e que me fazia sentir bem.

      A pé e devagar, tal como eu ia, demoro cerca de vinte minutos até lá chegar! Por norma, quando saio de casa, aviso-os que os vou visitar, mas desta vez era diferente. Nem um, nem outro sabia que eu estava a caminho: uma surpresa, portanto! Eu estava radiante com o facto de poder dedicar a manhã toda a quem esteve ao meu lado durante toda a minha vida.

      Foram tantas as músicas que cantei até chegar e tanto que eu rodopiei ao som de cada uma… Inimaginável… Além disso, fui colhendo flores pelo caminho para oferecer à minha avó!

      Quando cheguei, dirigi-me à porta das traseiras para ver se andavam pelo quintal. Mas não… Não estavam lá. Assim, só podiam estar em casa ou então podiam também estar na mercearia! Bati à porta e entrei… Comecei a chamar por eles: “Avô?? Avó?? Estão por aí?”. Vejo o meu avô, que vinha da cozinha. Abracei-o logo, quase sem o deixar falar… Eis que o larguei e ele não me pareceu feliz e questionei-o: “A avó, onde está?”. Ao que ele me respondeu: “A avó está um bocado indisposta. Está deitada, no quarto, a descansar. Vai lá, mas devagarinho porque pode estar a dormir”.

      Lá fui eu, pé ante pé até ao quarto deles e vi-a deitada. Dirigi-me a ela e enchi-a de beijos e mimos. Nesse momento pensei que ainda bem que decidi colher as flores para ela. Certamente a iriam alegrar… Deitei-me no quentinho da cama com ela e senti que ela gostou da ideia. Afinal, estávamos ambas a acariciar-nos uma à outra!

      Mais tarde, telefonei à minha mãe para lhe dizer onde estava e à noite ela foi buscar-me para eu não ir sozinha para casa. Como a minha avó melhorou, não foi preciso levá-la ao médico. Foi apenas uma indisposição.

      Ainda bem que decidi ir sem os avisar. Caso contrário inventavam algo para que eu não soubesse que a minha avó estava assim!

      Amo-os para sempre!

publicado por San às 19:50
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2 comentários:
De Isabela a 12 de Fevereiro de 2012 às 23:10
Os avós, por vezes, amam mais os netos do que os pais amam os filhos.
Obrigada, beijinhos.


De Andreia a 14 de Fevereiro de 2012 às 15:35
Este texto está muito bonito! Eu adorei!
Já te tinha dito mas nunca é demais dizer :)


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